sábado, 26 de abril de 2014

Necrononcmicon - O Livro dos Mortos

Com certeza muitos já ouviram falar da lenda do livro escrito a sangue humano que continha em suas páginas segredos diversos para realização dos mais sombrios desejos como imortalidade, geração de filhos, trazer a vida pessoas que já se foram, dentre outros. Mas tudo isso a que preço?

Lembremos também que tudo que não tem ou faz parte do ciclo natural de vida é considerado sobrenatural e pode ter causas muito assustadoras para quem se valer desses privilégios.

O Necronomicon (O Livro dos Mortos) foi escrito em Damasco, por volta de 730 d.C., tendo sua total autoria a Abdul Alhazred. Ao contrário do que se pensa vulgarmente, não se trata de um grimório, livro mágico de encantos, mas de um livro de histórias. Escrito em sete volumes no original, chegou à cerca de 900 páginas na edição latina, e seu conteúdo dizia respeito à coisas antigas, supostas civilizações anteriores à raça humana, numa narrativa obscura e quase ilegível.

Abdul Alhazred nasceu em Sanaa, no Iêmen, tendo feito várias viagens em busca de conhecimento, dominando vários idiomas, vagou da Alexandria ao Pundjab, na Índia, e passou muitos anos no deserto despovoado ao sul da Arábia. Embora conhecido como árabe louco, nada há que comprove sua insanidade, muito embora sua prosa não fosse de modo algum coerente. Alhazred era um excelente tradutor, dedicando-se a explorar os segredos do passado, mas também era um poeta, o que lhe permitia certas extravagâncias na hora de escrever, além do caráter dispersivo. Talvez isso explique a alinearidade do Necronomicon.

Alhazred era familiarizado com os trabalhos do filósofo grego Proclos, sendo considerado, como ele, um neo-platônico. Seu conhecimento, como o de seu mestre, incluia matemática, filosofia, astronomia, além de ciências metafísicas baseadas na cultura pré-cristã de egípcios e caldeus. Durante seus estudos, costumava acender um incenso feito da mistura de diversas ervas, entre elas o ópio e o haxixe. As emanações desse incenso, segundo diziam, ajudavam a "clarear" o passado.

Ao que se sabe, não existe mais nem um manuscrito em árabe do Necronomicon, o xá da antiga Pérsia (atual Irã) levou à cabo uma busca na Índia, no Egito e na biblioteca da cidade santa de Mecca, mas nada encontrou. No entanto, uma tradução latina foi feita em 1487 por um padre dominicano chamado Olaus Wormius, alemão de nascença, que era secretário do inquisidor-mor da Espanha, Miguel Tomás de Torquemada, e é provável que tenha obtido o manuscrito durante a perseguição aos mouros. O Necronomicon deve ter exercido grande fascínio sobre Wormius, para levá-1o a arriscar -se em traduzi-lo numa época e lugar tão perigosos. Ele enviou uma cópia do livro a João Tritêmius, abade de Spanhein, acompanhada de uma carta onde se lia uma versão blasfema de certas passagens do Livro de Gênese. Sua ousadia custou-lhe caro. Wormius foi acusado de heresia e queimado numa fogueira, juntamente com todas as cópias de sua tradução. Mas, segundo especulações, ao menos uma cópia teria sido conservada, estando guardada na biblioteca do Vaticano.



Alhazred não inventou a história do Necronomicon. Ele elaborou antigas tradições, inclusive o Apocalipse de São João, apenas invertendo o final (a Besta triunfa, e seu número é 666). A ideia de que os "antigos" acasalaram com os humanos, buscando passar seus conhecimentos para o nosso plano de existência e gerando uma raça de aberrações, casa com a tradição judaica dos nephilins (os gigantes de Gênese 6.2-6.5). A palavra árabe para "antigo" deriva do verbo hebreu para "cair"(os anjos caídos). Mas o Gênese é só um fragmento de uma tradição maior, que se completa, em parte, no Livro de Enoch. De acordo com esta fonte, um grupo de anjos guardiões enviados para observar a Terra viu as filhas dos homens e as desejou. Duzentos desses guardiões formaram um pacto, saltando dos ares e tomando as mulheres humanas como suas esposas, gerando uma raça de gigantes que logo se pôs a pecar contra a natureza, caçando aves, répteis e peixes e todas as bestas da Terra, comendo a carne e bebendo o sangue uns dos outros. Os anjos caídos lhes ensinaram como fazer joias, armas de guerra, cosméticos, encantos, astrologia e outros segredos. O dilúvio seria a consequência das relações entre os anjos e os humanos, uma forma de limpar o mundo dessa raça impura.

É inegável que o sistema enoquiano de Dee e Kelley estava diretamente inspirado em partes do Necronomicon, onde há técnicas de Alhazred para a invocação dos "antigos". Embora o Necronomicon fosse basicamente um livro de histórias, haviam alguns detalhes práticos e fórmulas que funcionavam quase como um guia passo a passo para o iniciado entrar em contato com os seres sobre-humanos. Dee e Kelley tiveram que preencher muitas lacunas, sendo a linguagem enochiana um híbrido que reúne, basicamente, um alfabeto de 21 letras, dezenove "chaves" (invocações) em linguagem enoquiana, mais de l00 quadros mágicos compostos de até 240 caracteres além de grande quantidade de conhecimento oculto. É improvável que esse material lhes tivesse sido realmente passado pelo arcanjo Uriel.

O Necronomicon de Alhazred trata de especulações antes do grande dilúvio, sendo sua fonte provável o Gênese bíblico e o Livro de Enoch, além de mitologia antiga. Segundo Alhazred, muitas espécies além do gênero humano tinham habitado a Terra, vindas de outras esferas e do além. Alhazred compartilhou da visão de neoplatoniatas que acreditavam serem as estrelas semelhantes ao nosso Sol, cada qual com seus próprios planetas e formas de vida, mas elaborou essa visão introduzindo elementos metafísicos e uma hierarquia cósmica de evolução espiritual. Aos seres das estrelas, ele denominou "antigos". Eram sobre-humanos e podiam ser invocados, desencadeando poderes terríveis sobre a Terra.

ONDE O NECRONOMICON PODE SER ENCONTRADO: 

 

Em nenhum lugar, com certeza, seria a resposta mais simples. Entre 1933-1938, desapareceram algumas cópias conhecidas do Necronomicon. Não é segredo que Adolf Hitler e pessoas do alto escalão de seu governo tinham interesse em ocultismo, e provavelmente apoderaram-se dessas cópias.
Há muitas fraudes modernas, mas são facilmente desmascaradas por uma total falta de imaginação e inteligência, qualidades que Alhazred possuía em abundância. Mas há boatos de um esconderijo dos tempos da 2º Guerra, que estaria localizado em Osterhorn, uma área montanhosa próxima à Salzburgo, onde haveria uma cópia do manuscrito original, escrita pelos nazistas e feita com a pele e o sangue de prisioneiros de campos de concentração.
Qual o motivo para o fascínio em torno do Necronomicon? Afinal, é apenas um livro, talvez esperemos muito dele e ele não possa mais do que despejar um grão de mistério no abismo de nossos anseios pelo desconhecido. Mas é um mistério ao qual as pessoas aspiram, o mistério da criação, o mistério do bem e do mal, o mistério da vida e da morte, o mistério das coisas que se foram. Nós sabemos que o Universo é imenso, além de qualquer limite da nossa imaginação, mas o que há lá fora? E o que há dentro de cada um de nós? Seria o Universo um espelho para nós mesmos? Seriam os "antigos" apenas uma parte mais profunda de nosso subconsciente, o ego definitivo, o mais autêntico "eu sou", que no entanto participa da natureza divina?

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A Origem dos Lobisomens e a Guerra

Isto foi tudo o que conseguir achar sobre isso. Tem outra lenda que também postarei:

O Dilúvio que ocorreu para destruir a humanidade não afetou a casta dos vampiros. Eles sobreviveram à catástrofe arquitetada pelos anjos para acabar com a humanidade. Isso fez com que os anjos vissem potenciais inimigos na guerra que estaria por vir, pois esses vampiros já estavam condenados pela maldição, o Sheol já era destino certo a essas criaturas e Lúcifer já os estava esperando. O poder dos vampiros estava se tornando extremamente forte e perigoso para as pretensões celestiais.

Logo após o Dilúvio, Noé amaldiçoou o seu filho Cão, por vê-lo nu, envergonhado Cão saiu da presença
de seu pai. Infligido pela maldição do patriarca Cão foi procurado por um individuo que lhe prometera recompensas eternas. Cão já sem esperanças e deprimido aceitou o pacto, e selou o seu destino. O indivíduo em questão era um anjo, que desejava controlar a proliferação dos vampiros na Terra. O tal anjo concedeu poderes a Cão e a sua descendência para perseguir e matar os vampiros. Os descendentes de Cão se tornaram inimigos naturais dos vampiros, dizem que foi assim quem surgiram os lobisomens.

Anos de perseguição aos vampiros se sucedera. Os lobisomens não deram trégua, dos tempos da grande Babilônia a queda do Império Romano se travou batalhas intensas entre as casas de Cão e de Caim. Os lobisomens na sua forma animal eram praticamente indestrutíveis, não existia arma no mundo que penetrasse em seu couro e seu poder de cura na forma canina era impressionante. Por isso, a única forma de matar um lobisomem era quando este estivesse na sua forma humana. Já os vampiros são mortos se cortando-lhe a cabeça. Os vampiros não tinham como identificar um lobisomem, ao contrário dos lobisomens que sentiam a presença dos vampiros, isso por que, os lobisomens foram criados para caçar os vampiros, era seu instinto primário, era a força que regia sua alma. Os vampiros se transformavam quando se achava necessário, mas os lobisomens só tornavam a “besta fera” quando sentiam a presença de um vampiro próximo. Os lobisomens conseguiam perceber a presença de um vampiro num raio de 3 km, o que era pouco, pois nos primórdios da humanidade as cidades eram muito distantes umas das outras.

Os vampiros são racionais, claro, também são movidos pelo instinto, porém conseguem racionalizar suas atitudes e decisões, diferentemente dos lobisomens que se tornam irracionais na forma animal, partindo a caça por puro impulso, uma verdadeira máquina de matar. Esse nível de percepção do lobisomem lhe deu grande vantagem sobre os vampiros, eles sabiam onde procurá-los. E os vampiros não tinham nenhuma noção de quem poderia ser um lobisomem, poderia ser até mesmo um conhecido só esperando o momento certo para se transformar e por consequência atacá-lo. Vampiros vivem em grupos e os lobisomens sustentavam hábitos solitários. À proporção que era de 1000 vampiros para 1 lobisomem chegou a preocupantes 100 vampiros para 1 lobisomem na idade média.

Preocupados com a crescente investida dos lobisomens, os vampiros conjuraram e usaram o poder da Igreja Católica para investir contra seus inimigos. Aproveitando a sede de sangue da Santa Igreja e a cegueira dos seus líderes, os vampiros por meio de seus associados – Associado é um humano que quer se tornar vampiro ou simplesmente enriquecer e ganhar prestígio na sociedade – Nota-se que grande parte dos vampiros conseguiu certo grau de estatus na sociedade, pois em sua maioria vivem por muito tempo e acumulam riquezas.

Como são amaldiçoados, os vampiros não entravam nas igrejas e nem tocavam em símbolos religiosos, tudo que remetia a Deus era evitado por eles, por isso usaram os associados, muitos deles clérigos da época, para penetrar no seio da Igreja Católica e na Ordem dos Templários. A Santa Inquisição e as Cruzadas quase acabaram com os lobisomens que viviam na Europa, Ásia e norte da África, se a proporção no ano de 1100 a.D era de 100 vampiros para 1 lobisomem, duzentos anos depois a proporção era de 10000 vampiros para 1 lobisomem.

Lobisomens não são imortais, mas vivem o bastante, um lobisomem pode ultrapassar os 500 anos de vida. Os vampiros por sua vez são imortais. Nos tempos de hoje a luta entre vampiros e lobisomens perdeu um pouco de sua intensidade. Os vampiros conseguem assimilar melhor as mudanças que ocorrem no decorrer dos anos, porém os lobisomens são menos adaptáveis, por causa de seu instinto. Hoje é muito difícil encontrar um lobisomem, os vampiros conseguiram controlar a casta de lobos. Além do mais, os homens que são feridos por lobisomens não se tornam lobisomens, lobisomem gera outro lobisomem através da procriação, e é apenas na lua cheia que os homens lobos podem conceber outros lobisomens, dificultando assim a proliferação da raça. Não se sabe ao certo quantos lobisomens existem, a única certeza é que são poucos e isso pode explicar um pouco o fato do porque a proliferação da maldição anda em um ritmo um tanto que desesperado.

domingo, 17 de novembro de 2013

Assassinos Clássicos: Leatherface

Quem foi Leatherface? Essa é uma pergunta vaga, com uma história muito boa.


Vamos começar respondendo dentro do contexto de "Massacre da Serra Elétrica" , a serie de filmes idealizada por Tobe Hooper que mostra um serial killer que utiliza uma mascara de pele humana. Usando uma moto-serra ou uma marreta, Leatherface mata suas vitimas e depois arranca suas peles para "refazer" elas através de costura. O personagem possui uma demência, o que o impede de falar, as únicas coisas ouvidas são grunhidos e gritos. Alem de ser por culpa dessa demência ele é obrigado pelos os irmãos a matar, de tão "inocente" que ele é, não percebe que está acabando com a vida de outros.

Agora sim vamos pra real historia de Leatherface. Seu nome é Thomas Brown Hewitt.

Thomas nasceu com um deformidade no nariz, o que reforça o porque de usar uma mascara de pele. Sua família tinha como hábitos o canibalismo, vivendo em uma cidade isolada no Texas, EUA. A família de Leatherface é composta por seus irmãos Drayton Sawyer, Nubbin (Edward) e Chop-Top (William) e seus dois avós. O Xerife Hoyt também e Charles Hewitt, o tio de Leatherface.

Diferentemente do filme, Thomas não era demente, alias ele era conhecido como um pacato vendedor da cidade, ninguém nunca desconfiou dele ou de sua família Até que do dia 20 de agosto de 1973, a policia recebeu uma chamada anonima indicando um assassinato na fazendo da família Hewitt.

Foram encontrados dentro da propriedade dos Hewitt 33 corpos desconfigurados, a noticia logo saiu nos jornais americanos, como o "o mais grotesco caso de assassinato em massa de todos os tempos", no local estava Thomas vestindo uma mascara de pele humana, junto a uma moto-serra. A policia não chegou nem a abrir uma investigação, prenderam Thomas rapidamente. Usaram como desculpa seu nariz desconfigurado dizendo que ele matava outras pessoas por inveja.

Fato esse que logo depois caiu por terra, quando os desaparecimentos continuaram, e a policia começou a desconfiar que tinham prendido a pessoa errada.

Muitas pessoas falam que Ed Gein, foi a verdadeira inspiração para Tobe Hooper. Realmente Gein serviu de inspiração para inúmeros diretores que filmaram filme de terror/horror. Porem ele nunca matou ninguém com uma serra elétrica muito menos usava uma "mascara de pele humana", coisas que Thomas fazia constantemente.

Só existe uma foto do verdadeiro Leatherface, que foi tirada por policiais enquanto vistoriavam a propriedade dos Hewitt a procura dos corpos de vítimas. Os policiais nunca mais foram vistos novamente, o que leva a crer que também foram vitimas do Leatherface.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O Primeiro Vampiro - A Lenda de Caim

Muitas pessoas acreditam que o primeiro vampiro da história foi o Drácula, porém existe uma lenda que conta que na verdade o primeiro vampiro é muito mais antigo, tão velho que sua história é contada na Bíblia e seu nome é conhecido por muitos:

A lenda de Caim




Conta à história bíblica que Caim era irmão de Abel, sendo os dois filhos de Adão e Eva. O primeiro cuidava da terra e plantava, enquanto o segundo cuida de animais e também caçava, trazendo a carne para mesa de sua família.
Certa vez Caim quis levar ao seu Deus uma espécie de oferenda, trazendo-lhe frutos que cultivava e seu irmão Abel também ofertou algo, levando como oferta uma ovelha de grande valor, pois era a primogênita de sua criação.

Com muito gosto, Deus aceitou o que Abel lhe trouxe, mas o presente de Caim não foi aceito de bom grado, o que gerou raiva e descontentamento por parte dele, afinal ofertara o que tinha de melhor, as melhores frutas geradas pelas melhores sementes, além do suor de todo o trabalho que havia realizado para cultiva-las. Mesmo assim as ofertas de Abel eram sempre bem aceitas e as de Caim não.


Assim Caim foi ficando cada vez mais bravo e desiludido com aquilo. E certo dia Abel foi chamado por seu irmão até um lugar afastado e quando menos esperava, Abel foi atacado por Caim, que o golpeou com uma pedra, até ver o sangue do irmão espalhado pelo chão e só parou quando ele jazia morto no chão envolto em uma poça vermelha.

No outro, perante a presença de Deus, Caim foi questionado sobre o paradeiro de seu irmão, mas ele respondeu dizendo que não era seu cuidador e não sabia onde estava. Naquele momento tudo foi descoberto e amaldiçoado ele foi, como ninguém mais havia sido, afinal ele era primeiro assassino e deveria ser lembrado por sua maldade.

Dizem que Deus lhe amaldiçoou a vagar por esse mundo até os fins do tempo amargurando-se de seu pecado e por onde ele passasse flores e coisas vivas morreriam. Caim também não poderia mais contemplar a luz do Sol e sentiria a necessidade do sangue todos os dias, da mesma maneira que havia derramado o de seu irmão. Durante muito tempo Caim vagou pelo mundo, afinal fora expulso de onde vivia. Até chegar a Node, onde conheceu Lilith, uma mulher que lhe ensinou as poderosas artes do sangue e com seu poder Caim construiu uma próspera cidade. Mas apesar disso ele não era feliz, pois tudo era passageiro e as pessoas que amava morriam logo. Dessa maneira ele resolveu transformar os humanos que lá viviam em seres como ele, assim surgiram os primeiros vampiros.

Três teriam sidos os transformados por Caim e esses transformaram muitos outros, criando uma grande linhagem de vampiros, mas então veio o Dilúvio e muitos pereceram. Depois que as Terras secaram, Caim acreditou que aquilo era mais um ato de Deus para puni-lo por criar os vampiros, dessa maneira ordenou a todos que parassem com aquilo e ele mesmo sumiu no mundo.

Porém os netos mataram os “filhos” de Caim, pois não queriam seguir as regras ditadas por ele. E assim os vampiros começaram a se espalhar pelo mundo, sendo que cada um dos sete netos criam seus próprios clãs, cada um com suas características e poderes. Durante muitos anos eles lutaram uns contra os outros, querendo cada um o poder para si.

Com o tempo as batalhas foram diminuindo e cada um foi com seu clã para um canto do mundo, dessa maneira os vampiros se espalharam pelo planeta, vivendo na sombra da noite e pegando os desprevenidos para virarem alimento.

De Caim não se tem mais noticias, porém dizem que os vampiros só não dominaram o mundo por medo de ele voltar e acabar com todos, pois mesmo odiando Deus, Caim o teme e não quer ter seu nome amaldiçoado novamente.

Hoje os vampiros ocupam destaque em séries, filmes e livros, pois são a paixão dos adolescentes assim como os lobisomens. Mas todas essas lendas são apenas lendas? Ou são a verdade mais pura sobre as antigas civilizações?

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Entre Para a Equipe

Nós da Underworld GB abrimos vagas para alguns interessados em fazer parte da equipe do Blog. Queremos que vocês tenham em mente que precisamos de gente que entenda dos assuntos e tenha a curiosidade para pesquisar sobre esses tipos de coisa. Mandem um fomulário para https://docs.google.com/forms/d/1aTILx3rIB7ZIs3-E63_XtPnF2qxVGBJKXZUBuw5D9Zs/viewform
que veremos em seguida. Agradecemos antecipadamente caros membros do submundo ;)


sábado, 31 de agosto de 2013

Ciclos Planetários e Idades


Tudo no mundo funciona em ciclos. Assim como as estações do ano, as fases da lua e as marés seguem movimentos periódicos, os planetas se deslocam ciclicamente, simbolizando, no macrocosmo, as fases da vida humana (microcosmo).

A idade e o amadurecimento tem uma íntima correspondência com os ciclos planetários e, apesar de cada ser humano reagir de forma diferente a estes ciclos, podemos delimitar as fases de desenvolvimento como entrada na adolescência, vida adulta, crise da meia idade, dentre outras.

Para determinar estas fases, a astrologia tem como base o estudo do mapa natal dos indivíduos e os trânsitos astrológicos, ou seja, o movimento dos planetas em cima deste mapa natal. Como os astros se movimentam em ciclos periódicos e geralmente invariáveis, pode-se determinar qual a idade que, por exemplo, um planeta em trânsito fará oposição a um planeta natal de uma pessoa.

Para a análise das fases do desenvolvimento de cada um, são usados os ciclos dos planetas mais distantes, que levam mais tempo para dar uma volta completa no Sol, ou, falando em termos astrológicos, para fazer uma revolução. Júpiter, quinto planeta do sistema solar, por exemplo, leva 12 anos para efetuar uma volta completa em torno do Sol, percorrendo um signo por ano. Por isso, os astrólogos identificam nas pessoas uma importante fase de Júpiter aos 12 anos, 24 anos, 36 anos e assim por diante, que é a época em que o planeta passa no mesmo ponto onde estava na hora do nascimento daquela pessoa. Também são levados em conta outros aspectos que o planeta em trânsito forma com o planeta natal, como trígonos, quadraturas e oposições.

A mesma técnica é usada em relação a Saturno, que dá uma volta em torno do Sol a cada 29 anos, Urano, 84 anos e Netuno, 164. Plutão é mais difícil de ser analisado, já que tem uma órbita bastante irregular, passando às vezes 20 anos em um signo e 10 anos em outro.

Cada período da vida de um indivíduo é distinto e requer habilidades, posturas e atitudes condizentes com este momento. Não há nada mais triste do que estar inadequado a idade que se está vivendo. Tudo isso deveria vir naturalmente, se o homem estivesse em harmonia, em sintonia com seus processos biológicos, psíquicos e mentais para encarar seus ciclos com naturalidade.

7 anos - Primeira quadratura de Saturno natal com Saturno em trânsito
Entre as inúmeras mudanças que as crianças atravessam durante seus primeiros anos de vida, as primeiras que podem ser observadas como verdadeiros indicativos do caminho para a fase adulta acontece por volta dos 7 anos, quando acontecem as primeiras transformações nos órgãos sexuais, tanto na menina quanto no menino, e o início da segunda dentição.


Trânsito de Saturno na idade de 7 anos:É nessa época que as crianças enfrentam a primeira quadratura de Saturno e têm que começar a encarar responsabilidades com que elas jamais se depararam. Saturno é limite, responsabilidade e, pela primeira vez na vida, as crianças devem se deparar com a dificuldade que envolvem estas características.

Neste período, começam os estudos de verdade, os exames e as notas. Uma eventual bobagem que a criança cometa não é mais encarada como uma ação de um ser inconsciente dos seus atos e aparecem cobranças em relação às suas responsabilidades. Durante esta fase, é natural que as crianças passem por épocas de insegurança, mas é a partir destas noções de dever e obrigação que começam a entrar na vida pública. Por isso, nesta época, a presença e o apoio dos pais é fundamental.

É nesta época que as crianças testam os seus limites face às autoridades e começam a compreender que o mundo é regido por leis que devem ser respeitadas e que estão acima das suas vontades. Falhas neste aprendizado de limites e respeito às autoridades podem acarretar num adolescente difícil, quando aos 14 anos ocorrer a primeira oposição de Saturno e as mesmas noções forem trazidas à tona novamente.

14 anos - A primeira oposição de Saturno: Ao completar 14 anos, o adolescente enfrenta a sua primeira oposição de Saturno em trânsito ao seu Saturno natal. As crises de desafio às autoridades e demarcações de limites são novamente trazidas à tona e provocam uma fase difícil na vida dos jovens.

Nesta época, os adolescentes crêem que os pais não sabem de nada e tudo é motivo para objeção. A permanente posição de rebeldia é intensificada pela quadratura de Saturno que influencia o jovem a adotar uma postura de questionamento em relação às autoridades e busca uma aceitação no grupo com que convivem, num sinal de reaparecimento da insegurança da infância. Os adolescentes mostram-se apaixonados pelo proibido, postura tal que refletirá o aprendizado de limite e autoridade que lhes foi passado pela primeira quadratura de Saturno, aos sete anos. As crianças que tiveram uma boa noção de responsabilidade nesta época, geralmente superam a crise da adolescência com maior facilidade.

Devido ainda à oposição de Saturno, o adolescente torna-se muito sensível à crítica e se sente sempre por baixo, o que procura disfarçar demonstrando arrogância. Ele se crê pressionado por todos os lados, pelos pais, escola, amigos, namoradas. É uma época de atitudes extremas, seja de revolta ou de passividade. É muito comum também neste período o confronto com a figura paterna, conflito este que é bem ilustrado no mito de Saturno.

21 anos - A segunda quadratura de Saturno: A época em que se atinge a maioridade legal constitui outro período em que somos forçados a encarar a nossa responsabilidade. Não por coincidência, aos 21 anos de idade, Saturno em trânsito entra novamente em quadratura com o Saturno natal, a exemplo do que ocorre aos sete anos de idade.

É um período em que tudo que nos oprime, todo tipo de autoridade parece voltar a funcionar como obstáculos da liberação final para a vida adulta. Os jovens se sentem impedidos de enfrentar a vida de adulto por uma série de empecilhos como a falta de formação, de preparo, dinheiro, as pressões familiares, todos eles simbolizados por Saturno. É tempo de desafio e os jovens de 21 anos estão dispostos a enfrentar todo o tipo de risco para conseguirem sua realização. Muitas vezes, uma crise provocada pela quadratura de Saturno leva os jovens a atravessarem períodos de dúvidas a respeito de suas escolhas - como opção de curso universitário ou a profissão pela qual optou - e não encontram espaço no mercado de trabalho.

É neste período também que as pessoas têm grandes aspirações e necessidades, que estão cansados dos longos anos de escola, faculdade, família, mas não têm ainda um retorno financeiro satisfatório para se tornarem totalmente independentes dos pais. É nesta idade em que o relacionamento com a família pode voltar a ser conturbado, como aconteceu aos 14 anos, quando volta um desejo de se contrariar os pais como forma de busca por espaço próprio.

A partir dos 21 anos, os jovens passam a ser vistos como adultos pela sociedade e passam a estar legalmente sob a sua própria tutela. Mas a libertação do seio familiar é algo muito mais complexo do que uma determinação legal e o jovem precisa aprender a ficar cada vez mais sozinho e por sua própria conta, o que não é nada fácil. Com esta nova crise espoletada por Saturno, o jovem sofre, mas é forçado a assumir de uma vez por todas os seus atos ou não encontrará espaço na sociedade.

28 anos - O retorno de Saturno: Entre os 28 e 30 anos de idade, ocorre o primeiro retorno de Saturno, ou seja, o planeta em trânsito se posicionará no mesmo local em que ele estava no momento de nascimento da pessoa e iniciará uma nova volta em torno do zodíaco.

Novamente, como em todo trânsito de Saturno, ocorre um doloroso rito de passagem, envolvendo responsabilidades, desta vez maiores do que nunca. A partir deste período, muitas coisas que antes eram parte de uma gama de opções se tornam definitivas. É o momento de determinar o que vai dar impulso aos próximos 28 anos e tudo o que é decidido tem sua repercussão e conseqüência.

Este período representa também o fechamento sobre todo o passado de dependência familiar, uma liberação final de tudo que ligava às servidões da infância e da adolescência, uma aquisição definitiva de autonomia. É o ponto final do caminho de relaxamento de responsabilidades dos pais sobre os filhos.

Aos 28 anos, as pessoas começam a se preparar para inverter os papéis. Nesta época, surge a necessidade crescente de se fundar um lar, ter filhos, educá-los e progredir profissionalmente. É a chegada definitiva da certeza da sua responsabilidade em relação aos outros, em que se procura gerar confiança em que os cerca e se começa a pensar seriamente no futuro. É o primeiro contato com a sensação de que o tempo passa e que a velhice não tarda a chegar, por isso a intensificação das cobranças internas. Não é mais tempo para ilusões e sim para definições.

Nesta época, as pessoas começam a adquirir um senso de responsabilidade não apenas para si próprios, mas também para aqueles que o cercam. Começa-se a perceber que as suas decisões terão influência na vida daqueles que amam. Agora, e cada vez mais, são os pais que passam a ser seus dependentes, o que aguça o sentido de cumprir sem falhas a sua missão, que é uma tarefa solitária e de extrema importância para toda a família. Mas, ao mesmo tempo, Saturno que é sempre associado a processos de diferenciação, individualização e separatividade, leva os indivíduos a procurarem dar a seus filhos uma educação diferente da que receberam. Paradoxalmente, com a nova aproximação dos pais, as pessoas se deparam tomando decisões surpreendentemente parecidas às deles.

Nessa época, as pessoas que ainda não se definiram na vida passam a se sentir muito angustiadas, porque o fantasma do fracasso começa a ameaçar. Freqüentemente, aos 28 anos as pessoas retomam os estudos, procuram caminhos profissionais definitivos e não mais bicos e trabalhos esporádicos. A crise provocada por Saturno sempre é complicada, já que mexe com assuntos como o tempo e a idade, fracasso, frustração ou sucesso. Todos estes aspectos são muito angustiantes porque abalam a auto estima de cada um.

O ciclo dos 28 anos de Saturno é completado quando se pode tomar nas mãos com segurança as rédeas e o controle da própria existência. Desligar-se do passado para apenas conservar dele as bases mais sólidas sobre as quais deve ser projetado e construído o futuro.

A CRISE DOS 40 ANOS: A chegada dos quarenta anos é conhecida como a entrada na meia idade. Se por um lado as pessoas não são mais jovens, com a vida toda pela frente a ser explorada e descoberta, também não são velhos em vias de aposentadoria e em busca de sossego. Freqüentemente, a entrada neste período não se dá de forma tranqüila e suave, mas ao meio de muitas crises, separações e definições de rumo de vida.

A famosa crise da meia idade, que dura alguns anos ou até mesmo a década inteira, pode provocar separações de casais, infidelidade, crises de consciência, insatisfação com o trabalho e, entre outros contratempos, o aparecimento de um novo sentimento que ainda não se mostrava presente: o medo da morte.

O período comprimido entre 40 e 46 anos é um dos mais importantes da vida e a astrologia procura explicar esta época, identificando uma série de aspectos planetários dissonantes, que podem indicar alguns esclarecimentos sobre estes duros anos.

Dos 36 aos 40 anos - Plutão em quadratura com Plutão: Outra configuração importante pela qual as pessoas passam com a aproximação dos 40 anos é a primeira quadratura do Plutão natal com o Plutão em trânsito. A idade precisa em que começa a quadratura pode variar entre 36 e 40 anos, já que Plutão é um planeta de órbita irregular.

O que este aspecto de quadratura vem ativar é o primeiro despertar contundente para questões relacionadas à morte e à regeneração. Aos quarenta anos, as pessoas começam a perceber cada vez mais que não são eternas, adquirindo a sensação de já terem ultrapassado a metade do seu caminho na vida.

A ação primordial de Plutão é de DESTRUIR para RECONSTRUIR, colocando diante de nós as conseqüências de nossas atitudes e erros. É um trânsito relacionado com ajuste de contas, um período em que suas ações anteriores serão refletidas em conseqüências. Muitas vezes, privilégios são perdidos e posições de destaque são revertidas, formando um mal que pode vir para o bem, se as perdas forem encaradas como uma espécie de limpeza de campo para abrirem espaços a renovações.

É nesta idade que a perda do emprego é mais fortemente sentida. Em épocas de desemprego, as gerações mais velhas possuem cargos de confiança que dificilmente perdem neste estágio da carreira e já estão caminhando para a segurança da aposentadoria. As gerações mais novas têm mais chances de conseguir um emprego. As pessoas de quarenta anos encontram maiores dificuldades e, se não tiverem poder de reação para reverter o quadro, dificilmente conseguem superar a situação. Esta dificuldade para se reerguer é reforçada pelo trânsito de Plutão, que coloca os indivíduos em posição paralizante, em que ele se sente, ao mesmo tempo, impotente e vítima das circunstâncias, como se a solução dos problemas fugissem da sua capacidade de resolvê-los. Mas deve-se perceber que estas dificuldades não são insuperáveis, elas geralmente implicam numa destruição com regeneração.

Como Plutão é um planeta de trânsito lento, ele tem grande influência em relação às gerações. Uma quadratura de Plutão, como esta que se forma aos 40 anos, pode significar conflito com outras gerações, o que se observa freqüentemente em relação aos pais e seus filhos adolescentes. É nesta época que o jovem passa a tomar papel de destaque e os indivíduos da geração de 40 anos passam a se sentir atropelados pelos que chegam com novas situações e valores para os quais a sua geração não estava preparada.

Dos 40 aos 42 anos - Urano oposto a Urano: Por volta dos 40 anos, um novo ciclo de vida se inicia. Sem razão aparente, as pessoas começam a enfrentar crises de consciência e têm acessos de revolta, muitas vezes violenta. Aparece nos que chegam a esta idade uma vontade de mudar a vida por completo e de voltar a ser o adolescente que foi. É um período extremamente perigoso, em que as pessoas podem sofrer transtornos profundos se as atitudes a serem tomadas não forem pensadas com cuidado.

É geralmente na vida conjugal que se vivem as maiores crises, devido ao desejo de maior independência e renovação. Mas às vezes, o que muitos falham em enxergar, é que estes conflitos internos não precisam necessariamente acabar em separação. Em muitas ocasiões, apenas uma mudança de ares acalma o desejo por algo novo. É inegável que muitos casais que atravessam esta crise não conseguem escapar ilesos e acabam encarando uma separação inevitável.

A degradação nos relacionamentos é expressada no aspecto de oposição do Urano natal com o Urano em trânsito, que está associado ao diferente, àquilo que parece ser o inverso da personalidade natural daquela pessoa. A oposição também faz com que se procure a companhia dos mais jovens, para conseguir uma sensação de liberdade e vivenciar um pouco a falta de compromissos. Os pais que têm filhos adolescentes, sentem-se fascinados e ao mesmo tempo irritados com a fase atravessada por eles, muitas vezes até invejando inconscientemente a independência e audácia que possuem, enquanto eles próprios estão enfrentando impulsos semelhantes. Por esse motivo, é bastante comum encontrarmos pessoas na faixa dos quarenta tendo romances com jovens da idade dos seus filhos, representando uma sensação tentadora de reencontro com a própria juventude. Também é despertada uma crescente preocupação com o corpo, aparência e forma física, características associadas à capacidade de amar.

Mas as paixões repentinas podem acontecer sem serem sentimentais, ligadas a uma pessoa, mas sim a uma coisa ou um hobby. Surge uma fascinação repentina por carros, política, uma arte ou um esporte, que antes não despertavam nenhum interesse. Não são raras as vezes quando estas novas manias representam algo que a pessoa não pôde ter durante a adolescência, por repressão familiar ou qualquer outro fator externo e que ressurgem 25 anos depois.

A vida profissional também é afetada pela oposição do Urano natal com o Urano em trânsito. Experimenta-se um sentimento de saturação, de rotina enfadonha, de irritação com os hábitos e repetições das pessoas no ambiente de trabalho. Os horários são os mesmos, o caminho para o trabalho é o mesmo e o desejo por mudanças passa a se tornar insuportável. Por isso, é importante procurar reciclar-se com cursos e estudos, não só para aprimorar o desempenho no trabalho, mas para que haja algo novo a ser aplicado no dia a dia.

O que não se percebe é que todo o esforço com a aparência, status ou dinheiro deveria ser dividido também para tratar de reformas internas, de libertação interior. Que tipo de liberdade é esta, se uma pessoa é prisioneira de sua aparência externa? A liberdade real acontece justamente quando ela reivindica outros tipos de valores, livrando-se da pressão do julgamento dos outros. A atitude importante a ser tomada quando se atravessa esta quadratura de Urano é inverter a situação de "exigências automáticas", aprender a se libertar destas pressões e não lutar contra elas.

44 anos - Saturno oposto a Saturno: Por volta dos 44 anos, as graves dissonâncias enfrentadas no início dos 40 começam a atenuar-se e os indivíduos encontram-se mudados de alguma maneira. Eis que inicia-se o último grande trânsito desta fase, que é a oposição do Saturno natal com o Saturno em trânsito. É uma época de fadiga emocional e existencial. Depois de tantos confrontos, as pessoas têm a sensação de exaustão e derrota. É de fato o limite da crise dos quarenta, que alcança o final de uma fase da vida, mas que aponta para outra.

A configuração saturnina costuma incitar o fechamento sobre nós mesmos e a sensação de pessimismo e más conseqüências vindouras. Temos tendência a dramatizar e agravar as tensões em vez de procurar reduzí-las. A auto-cobrança também aumenta sensivelmente e as exigências externas, que já parecem excessivas, são reforçadas pelas exigências feitas pelos próprios indivíduos em questão e nada parece dar certo.

Para lidar com este trânsito e superá-lo sem maiores inquietações, é preciso entender que Saturno trata de limites. Se as coisas que o cercam estão limitando a sua vida, você precisa impor um limite a essas coisas, priorizar assuntos, separando o imprescindível daquilo que você pode ignorar. Muitas vezes, fazemos cobranças sobre nós mesmos a respeito de assuntos que não deveriam nos inquietar tanto e sem percebermos, acabamos estressados sem razão. Se você tinha planejado fazer uma macarronada com molho de tomate para o jantar, por exemplo, mas não deu tempo de passar no supermercado para comprar o tomate, o que se deve fazer é um molho branco e não se inquietar ou sair às pressas para fazer compras. É uma época de reconhecer as limitações e ser humilde para pedir ajuda.

A Tábua Esmeralda


Os alquimistas afirmaram que a fórmula universal contida na Tábua Esmeralda foi a base de toda a tecnologia espiritual, introduzida 10000 anos atrás, no Egito antigo.
Esta fórmula consiste em sete operações sucessivas executadas seja no plano físico, psicológico ou espiritual.

Uma das ferramentas para nos guiar através deste processo, usado também pelos alquimistas, são os símbolos contidos nas mandalas. 

A mandala meditativa acima foi publicada, pela primeira vez, em 1759, como uma ilustração para o livro Azoth dos Filósofos, pelo alquimista alemão Basil Valentine. Esta mandala apresenta o ciclo completo do processo alquímico, ou como os alquimistas chamavam, ‘A Grande Obra’.

Nela, também está apresentada a união dos opostos como o caminho da transformação, que leva à integração do ser humano. Estes opostos estão simbolizados pelo rei e a rainha, relacionados aos pensamentos e aos sentimentos. Ela também envolve os sete primeiros números místicos.

Inscrito ao redor da mandala está o acróstico da palavra VITRIOL (Vitríolo) o qual está composto pelas palavras: ‘Visita Interiora Terra Rectificando Invenies Occultum Lapidem’, que querem dizer, ‘Visitando o Interior da Terra, em Purificação, você Descobrirá a Pedra Oculta’.

Na parte central da mandala está o rosto do alquimista barbudo, prestes a iniciar a grande obra, e é ai onde o Iniciado coloca sua atenção para começar seu trabalho meditativo visando integrar o simbolismo ao redor deste centro.

Esta mandala trabalha a integração do ser humano levando ao encontro com a sua parte divina, libertando-o das próprias amarras impostas pelo externo e aceitas por ele mesmo.

Trecho da Tábua de Esmeralda: 

"É verdade, correto e sem falsidade, que o que está em baixo, é como é em cima, para cumprir-se a Grande Obra. 

Como todas as coisas derivam-se da Coisa Única, pela vontade e pela palavra daquele Único que as mentalizou, assim também tudo deve a sua existência a esta Unidade, pela ordem Natural, e tudo pode ser aperfeiçoado por adaptação àquela Mente.

Seu pai é o Sol; sua mãe a Lua, o Vento a transporta em seu ventre, sua nutris é a Terra. 

Este ente é o pai de todas as coisas do Mundo. 

Seu poder é imenso e perfeito, quando novamente separada da Terra. 

Separas pois o Fogo da Terra, o sutil do denso, mas com cuidado, com grande habilidade e critério.

Ela sobe da Terra ao Céu e novamente desce à Terra, renascendo e assim tomando para si o poder de Cima e o poder de Baixo. 

Desta forma o esplendor do mundo será todo teu, possuirás todas as glórias do universo e quaisquer trevas afastar-se-ão de ti. 

Nisso consiste o poder poderoso de todo poder; capaz de vencer todo o sutil e penetrar tudo o que é sólido.

Do mesmo modo o universo é criado. 

De lá vem as realizações maravilhosas, e seu mecanismo é o mesmo.

É por isso que sou chamado Hermes Trimegisto, possuindo poder sobre os três aspectos da filosofia universal. 

O que eu disse da obra-mestra da Arte Alquímica, a Obra Solar, aqui está dito e encerra tudo".